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TECNOLOGIA

WhatsApp desiste de impor restrições a quem não aceitar regras de dados

Novas práticas da plataforma são questionadas por órgãos como ANPD, Cade e MPF.

Bruno de Lima

Bruno de LimaProfissional de Tecnologia da Informação e jornalista. É profissional PMC Microsoft Corporation (ID: 2493713) e Intel ITP. Membro do Clube de Fundadores do Microsoft Virtual Academy, nível GOLD. Começou a paixão pelo mundo da tecnologia aos 11 anos de idade. No jornalismo, é redator, tendo o primeiro contato com a área aos 17 anos de idade. Atuou em vários veículos de comunicação. É o fundador do jornal digital Diário do País. Escreve sobre tecnologia e outros. Redes sociais: @brunodelimabr

08/06/2021 05h15Atualizado há 4 dias
Por: Diário do País
Fonte: Bruno de Lima, com Agência Brasil

O WhatsApp não imporá mais restrições aos usuários que não aderirem às novas regras de coleta e tratamento de dados que estão em processo de adoção no Brasil e no restante do mundo.

As novas práticas da plataforma são questionadas por órgãos como a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e o Ministério Público Federal (MPF).

A nova política foi anunciada no início do ano. Ela envolve o repasse ao Facebook, empresa controladora do WhatsApp, de dados das interações com contas comerciais. A nova política entrou em vigor no dia 15 de maio. Inicialmente, o WhatsApp divulgou restrições e limitações a quem não aceitasse a nova política.

Entre as restrições estavam a impossibilidade de acessar a lista de conversas e a suspensão do envio de mensagens e chamadas para o celular algumas semanas depois, caso o usuário não aceitasse a nova política.

Os órgãos ANPD, Cade e MPF apontaram problemas tanto para a proteção de dados dos usuários quanto para a concorrência do mercado de redes sociais e serviços de mensageria. Pesquisadores e entidades de direitos digitais também se manifestaram questionando a nova política.

Diante dos questionamentos, o WhatsApp se comprometeu a adiar a entrada em vigor das limitações por 90 dias. Agora, abandonou este prazo de três meses e abriu mão de impor tais obrigações.

A empresa afirma que, devido à discussão com autoridades regulatórias e especialistas em privacidade, a opção foi por não tornar as limitações obrigatórias.

“Ao invés disso, o WhatsApp continuará lembrando os usuários de tempos em tempos para que eles aceitem a atualização, incluindo quando as pessoas escolhem usar determinadas funcionalidades opcionais, como se comunicar no WhatsApp com uma empresa que esteja recebendo suporte do Facebook”, diz o comunicado da plataforma.

 

Escrito por: Bruno de Lima, com Agência Brasil

 

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