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A variante da desigualdade - Por: André Menezes

"Fechar as fronteiras", ou seja, "eu estando bem, é o que importa, os outros que se virem", é o famoso pensar só em si mesmo.

André Menezes

André MenezesAndré de Menezes Lisboa, 20 anos, cristão, estudante de direito, estagiário no Fórum Cível de João Pessoa-PB. Filho de Otoniel André Lisboa Firmino (in memorian) e Joyce de Menezes Gomes Oliveira. Faz parte do time de colunistas do jornal Digital Diário do País. Instagram: @andrelisboamenezes

30/11/2021 13h20Atualizado há 1 mês
Por: Diário do País
Fonte: André Menezes, do Brasil da Hora e Diário do País
Foto meramente ilustrativa
Foto meramente ilustrativa

Não é de hoje que sabemos a profunda desigualdade existente entre países do globo, seja que nomenclatura queiramos dar para amenizar ou não a situação: países do norte e países do sul, países ricos e países pobres, países desenvolvidos e subdesenvolvidos, enfim, a verdade é que o mundo sofre com desigualdade econômica, com reflexo na qualidade de vida, acesso a direitos humanos fundamentais como: vida, saúde, educação, trabalho, moradia, ou seja, dignidade humana.

Fruto de uma colonização exploratória, a maioria desses países serviram a ganância dos hoje dito desenvolvidos e hoje dependem deles economicamente para lhes dar produtos tecnológicos, no entanto, esses países desenvolvidos precisam dos países subdesenvolvidos para lhes dar matéria prima e mão de obra barata, bem como, território para suas empresas multinacionais, com baixos tributos, tudo isso, é o que chamamos de globalização.

Tratados e Convenções Internacionais, são ratificados por todos esses países, para que venham cooperar uns com os outros para o progresso da humanidade, mas parece que esses tratados ficam só no papel, pois a desigualdade existente ocasionou o surgimento da mais nova variante, denominada Ômicron, devido, a baixa vacinação no continente Africano, sendo este, onde se localizam os países mais pobres do mundo.

Tais fatos poderiam ter sido evitados, caso países como os Estados Unidos, os países da União Europeia, China etc, os quais já vacinaram todas as pessoas que queriam se vacinar, tivessem doado vacina para os países do continente Africano, que  segue com índices pífios de população vacinada. No entanto, a solução encontrada agora é: 

"fechar as fronteiras", ou seja, "eu estando bem, é o que importa, os outros que se virem", é o famoso pensar só em si mesmo.

Enfim, não parece ser uma decisão acertada, o Evangelho nos ensina a repartir o que temos com o próximo, os países poderiam adotar essa premissa e a situação estaria bem melhor, porém, se não fazem por isso, deveriam observar o que já passamos, começou na China, depois passou para a Itália, Estados Unidos, Índia, Brasil, todos já foram epicentro da doença. Tal fato nos mostra que, enquanto os países não unirem esforços para combater esse vírus que zomba do nosso egoísmo, não sairemos nunca dessa pandemia!

 

Escrito por: André Menezes, do Diário do País e Brasil da Hora

 

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