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Diário do País
ITÁLIA

Em Veneza, diretores de festivais de cinema se unem

Deixando de lado suas rivalidades, os diretores de Veneza (Alberto Barbera), Cannes (Thierry Frémaux), Locarno (Suíça, Lili Hinstin), Rotterdã (Holanda, Vanja Kaludjeric), Karlovy Vary (República Tcheca, Karel Och) e San Sebastian (Espanha, José Luis Rebordinos) deram uma coletiva de imprensa conjunta.

02/09/2020 11h20
Por: Diário do País
Fonte: AFP
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Diante dos cancelamentos em cascata por causa da pandemia de covid-19, os diretores dos maiores festivais de cinema europeus mostraram sua solidariedade nesta quarta-feira em Veneza, onde a 77ª edição da Mostra começará durante a noite.

Deixando de lado suas rivalidades, os diretores de Veneza (Alberto Barbera), Cannes (Thierry Frémaux), Locarno (Suíça, Lili Hinstin), Rotterdã (Holanda, Vanja Kaludjeric), Karlovy Vary (República Tcheca, Karel Och) e San Sebastian (Espanha, José Luis Rebordinos) deram uma coletiva de imprensa conjunta. 

E à noite, um "texto comum" deve ser apresentado, durante a cerimônia de abertura da Mostra, para reafirmar "o valor fundamental do cinema e a importância dos festivais no apoio e promoção do cinema em todo o mundo, e o cinema europeu em particular".

A presença dos diretores de festivais em Veneza "marca a solidariedade com a indústria global do cinema, que foi gravemente afetada pela pandemia, e seus colegas que foram forçados a cancelar ou adiar seus festivais", disse a Mostra em um comunicado à imprensa. 

"É uma representação simbólica que oferecemos hoje (...). Queremos mostrar que podemos superar todas as crises se trabalharmos juntos", comentou Alberto Barbera.

"Um dos poucos efeitos positivos do confinamento é que nós (líderes de festivais) começamos a conversar muito uns com os outros", comentou.

Ao seu lado, o diretor de Cannes, que teve de cancelar o seu encontro na Croisette na primavera, agradeceu aos organizadores de Veneza: "Eles são os nossos veteranos, é o festival mais antigo do mundo". "É sobretudo para o cinema que existem os festivais (...) Não é para nós, é para as obras, os autores", ressaltou.

"Ainda não estamos no mundo pós-covid", avisou, ao dizer que tem "toda a confiança no futuro".

Enquanto a indústria do cinema sofreu enormemente durante o confinamento, Thierry Frémaux enfatizou "a chance de ter um sistema de ajuda particularmente desenvolvido na Europa".

"A cultura é o que custa menos e que mais nos aporta", argumentou. 

Alberto Barbera, por sua vez, fez questão de apontar as dificuldades com que se deparam as salas de cinema: "temos de apoiá-las (...) Não podemos perder a experiência de ver um filme numa sala, que faz parte da própria natureza do cinema".

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