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POLÍCIA

Manifestantes protestam por morte de motorista de aplicativo em SP

Corpo foi encontrado em região de mata da zona sul e cinco suspeitos foram presos. Ele teria sido confundido com pedófilo

05/01/2021 11h51Atualizado há 2 dias
Por: Diário do País
Fonte: Diário do País, com Agência Record
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Um grupo realiza uma manifestação em carreata contra o assassinato do motorista de aplicativo Roger Ferreira Silva, de 35 anos, na avenida Osvaldo Fregonezi, em São Bernardo do Campo, Região Metropolitana de São Paulo, às 9h35 desta terça-feira (05/01).

De acordo com um dos manifestantes, o grupo iniciou o percurso até o Cemitério Jardim Vale da Paz, na avenida dos Pereiras, 600, em Diadema, onde o corpo de Roger foi enterrado.

O ato pacífico é protagonizado por motoristas de aplicativo e tem o objetivo de homenagear o companheiro que foi morto durante o trabalho. Os manifestantes estão de carro e buzinando no local.

 

Prisão dos suspeitos

A localização de um telefone celular foi fundamental para que a Polícia Civil desvendasse a morte brutal do motorista de aplicativo Roger Ferreira da Silva, de 35 anos, que foi torturado, teve o carro queimado e abandonado na zona sul de São Paulo. Cinco pessoas foram presas, sendo três por suspeita de sequestro e assassinato.

Segundo o delegado Fábio Baena Martins, responsável pela investigação, os criminosos encontraram fotos do motorista com os filhos no aparelho, deduziram que o homem era um pedófilo e decidiram matá-lo. "É uma ilusão que eles criaram na cabeça e a partir dali eles fizeram toda essa atrocidade com a vítima."

Pai de cinco filhos, Roger era formado em tecnologia da informação, mas trabalhava nas ruas havia aproximadamente um ano, porque não conseguia encontrar emprego na sua área de atuação profissional. Ele já havia sido assaltado anteriormente como motorista de aplicativo.

De acordo com dados da Amasp (Associação dos Motoristas de Aplicativo de São Paulo), foram registrados cinco latrocínios foram registrados quatro latrocínios (roubo seguido de morte) de motoristas de aplicativo no estado de São Paulo durante o mês de dezembro.

"O bandido quer o dinheiro para poder gastar e vê no motorista de aplicativo uma grande fragilidade. Dinheiro fácil, celular fácil.  Ele não precisa ir até nós, nós vamos até ele. Então, é uma comodidade que ele tem", afirmou o presidente da entidade, Eduardo Lima de Souza.

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