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COLUNA

Microsoft reúne representantes de empresas brasileiras em terceira reunião do AI Industry Board

Com o objetivo de promover discussões sobre a adoção e o uso responsável da Inteligência Artificial, a companhia reuniu representantes de diversas empresas brasileiras para debater possíveis oportunidades de atuação conjunta

Bruno de Lima

Bruno de LimaProfissional de Tecnologia da Informação e jornalista. É profissional PMC Microsoft Corporation (ID: 2493713) e Intel ITP. Membro do Clube de Fundadores do Microsoft Virtual Academy, nível GOLD. Começou a paixão pelo mundo da tecnologia aos 11 anos de idade. No jornalismo, é redator, tendo o primeiro contato com a área aos 17 anos de idade. Atuou em vários veículos de comunicação. É o fundador do jornal digital Diário do País. Escreve sobre tecnologia e outros. Redes sociais: @brunodelimabr

21/01/2021 09h38Atualizado há 1 mês
Por: Diário do País
Fonte: Bruno de Lima, do Diário do País, com Microsoft
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Aconteceu em dezembro de 2020 a terceira reunião do AI Industry Board, grupo criado pela Microsoft para promover discussões sobre os desafios, as oportunidades e o uso responsável da Inteligência Artificial (IA) entre representantes de diversas empresas e organizações do país. O encontro teve como foco a elaboração colaborativa de uma carta de princípios para o uso responsável da tecnologia, além da definição de possíveis ações e pilares de atuação conjunta do grupo.

O encontro, realizado por videoconferência pelo Microsoft Teams, contou com a presença de Tânia Cosentino, presidente da Microsoft Brasil, além da participação de representantes de empresas brasileiras dos setores de finanças, telecomunicações, mineração, energia, saúde e mídia. Os membros do fórum debateram a importância da ampliação do acesso à educação básica e tecnológica no país, além de iniciativas de capacitação e requalificação profissional para o desenvolvimento e implementação de um ecossistema nacional de Inteligência Artificial inclusivo e igualitário.

Durante a reunião, o diretor de Pesquisa da América Latina na FrontierView, Pablo Gonzales Alonso, apresentou o estudo “A Inteligência Artificial (IA) na era da Covid-19: Otimizando o papel da IA na geração de empregos e crescimento econômico na América Latina”, que inclui uma análise sobre como a economia, a produtividade e os empregos no Brasil podem ser impulsionados se o país maximizar sua adoção de IA, considerando a aceleração da transformação digital que ocorreu durante a pandemia da COVID-19. O levantamento aponta que, em um cenário de benefício máximo, em que as empresas e o governo usem a IA para expandir suas operações e que o mercado de trabalho do Brasil possa atender à demanda por novos trabalhos habilitados pela IA, espera-se que o uso da tecnologia adicione até 4,2 pontos percentuais no PIB do país até 2030.

De acordo com o levantamento, as desigualdades sociais e de gênero seguem sendo grandes desafios para que o Brasil possa se beneficiar de todas as oportunidades trazidas pela Inteligência Artificial. A pesquisa aponta a necessidade de estímulo à maior participação das mulheres nas áreas de STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, em português), além da ampliação do acesso à educação para todos os brasileiros, independentemente de sua origem socioeconômica.

“Para que o Brasil aproveite todo o potencial da Inteligência Artificial e sua população se beneficie de forma igualitária, é necessário promover uma educação tecnológica inclusiva. O apoio a iniciativas que fomentam a participação de mulheres e da população de baixa renda no mercado são essenciais para que estes grupos se beneficiem da crescente demanda da indústria por novos profissionais, e para que possam ter uma participação relevante na tomada de decisões e no desenvolvimento de novas soluções”, afirma Alonso.

Para endereçar esses desafios, a Microsoft possui uma série de iniciativas que buscam auxiliar na capacitação e recapacitação de profissionais em tecnologia. Em outubro, a companhia lançou o programa Microsoft Mais Brasil, um plano abrangente para contribuir com o crescimento do país que engloba a atuação do AI Industry Board. O programa inclui a plataforma de ensino remoto e gratuito “Escola do Trabalhador 4.0”, desenvolvida pela Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia (SEPEC/ME) em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). A plataforma oferece cursos da Microsoft por meio da ferramenta Microsoft Community Training, e está disponível para brasileiros de todo o país com a capacidade de atender até 5,5 milhões de candidatos a empregos até 2023.

Desde julho deste ano, a companhia possui um programa global, juntamente com o LinkedIn, para a capacitação de pessoas com cursos gratuitos pensados de acordo com as profissões mais demandadas e habilidades mais desejadas no mercado. A iniciativa já impactou mais de 10 milhões de pessoas globalmente, e foi lançada no Brasil em outubro, com 9 rotas de aprendizagem e um total de 96 cursos de capacitação em português. A expectativa é de que 25 milhões de pessoas em todo o mundo sejam atingidas pela iniciativa até março de 2021.

Com foco na ampliação do acesso à capacitação em Inteligência Artificial, a Microsoft também mantém a plataforma de ensino remoto AcademIA, que disponibiliza 12 módulos gratuitos sobre a tecnologia, com conteúdo que abrange desde introdução básica até linguagens de programação e possíveis aplicações em soluções reais.

“Garantir que o potencial da Inteligência Artificial beneficie todas as pessoas e empresas de forma igualitária é um dos temas prioritários do AI Industry Board. Durante a reunião, debatemos possíveis caminhos de atuação conjunta para que o acesso à informação, educação e qualificação profissional em tecnologia esteja disponível para todos os brasileiros”, afirma Alessandra Del Debbio, Vice-Presidente Jurídica e de Assuntos Corporativos da Microsoft Brasil.

O AI Industry Board é uma iniciativa que faz parte do compromisso da Microsoft para a discussão do uso ético e responsável da Inteligência Artificial no Brasil. O Comitê, no entanto, pertence a todas as empresas e organizações que fizeram parte deste pacto para o desenvolvimento da IA, a fim de colaborar para o progresso científico e trabalhar em conjunto para endereçar os desafios e as oportunidades trazidas pela tecnologia.

 

Escrito por: Bruno de Lima, com Microsoft

E-mail da coluna: [email protected]

Redes sociais: @brunodelimabr 

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